Pedestrianismo (Passeios Pedestres) e BTT

  • PEDISTRANISMO

“Caminhadas em espaços naturais, a pé, por caminhos de extensão e exigência física variável, em permanente contacto com a natureza e aspectos turísticos, culturais e ambientais.”

A prática de pedestrianismo pode ser feita em feita em percursos pedestres não sinalizados no terreno ou em itinerários balizados:

  • Grandes Rotas (GR)
  • Pequenas Rotas (PR)
  • Percursos Locais (PL)

“Ao contrário de outras actividades desenvolvidas ao ar livre, a prática de pedestrianismo não envolve grandes dificuldades técnicas. (…) Actividade simultaneamente relaxante e agradável. Daí que possa ser praticada dos “8 aos 80” anos de idade, em família ou entre amigos.”

 “Uma rede de percursos pedestres marcados é formada pela ligação de trilhos, caminhos de pé posto, rurais, de montanha, etc., procurando sempre que possível evitar a passagem por estradas de asfalto e cruzamento com veículos.

São muitos os benefícios proporcionados pela prática deste desporto, por um lado o conhecimento do património natural, histórico e artístico da nossa região e por outros, o benefício da nossa saúde e a melhoria da condição física.

As indicações ao longo dos percursos facilitam a caminhada, podendo estes ser feitos em qualquer direcção, com a duração que se pretenda.”

Fonte: Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal

 

 Outra definição:

O pedestrianismo á a actividade de percorrer distâncias a pé, de forma a desfrutar de tudo o que o rodeia a um ritmo tranquilo. No pedestrianismo, o caminho não é um fim mas um meio, pelo que as rotas são habitualmente estabelecidas tendo em conta o interesse paisagístico, cultural ou histórico. Situa-se, assim, entre o desporto e o turismo. Idealmente, pratica-se em caminhos bem definidos, sinalizados com marcas e códigos internacionalmente aceites (percursos pedestres homologados).

Na selecção dos percursos a seguir, para além do interesse turístico, devem ser evitadas as estradas asfaltadas ou vias de comunicação transitáveis por veículos motorizados. A passagem por núcleos populacionais, sejam casas rurais isoladas, aldeias ou cidades, não é de evitar, dado o potencial interesse cultural e arquitectónico que possam representar.

  

Nota. O pedestrianismo pode ser praticado por qualquer pessoa, desde a menos preparada à mais experiente, já que existem vários níveis de dificuldade, consoante e extensão, tipo de terreno, condições climatéricas e sinalização existente.

  • Impacto das actividades desportivas de natureza no ambiente

A prática de actividades de desporto da natureza pode ter um forte impacte ambiental com consequências nocivas, a curto, médio ou longo prazo, para os locais utilizados.

O impacte ambiental depende, principalmente, do modo e do número de vezes que se realizam estas actividades, do lugar onde decorrem, da época do ano escolhida e do tamanho e do comportamento dos grupos. Para que o impacte seja mínimo, os praticantes e os organizadores deste tipo de actividades devem adoptar um comportamento responsável de defesa e preservação do ar, água, solo, paisagem, fauna e flora, um tesouro que se transmite de geração em geração.

Algumas da acções que lesam o ambiente são, por exemplo, no meio aquático, a contaminação das águas por descargas de combustíveis e carburantes de embarcações a motor.

No meio aéreo pode acontecer a ingerência nos habitats de aves em período de nidificação.

No meio terrestre pode dar-se a erosão de pistas e trilhos naturais, desvio de cursos de água, recolha de plantas, rochas e fósseis, atropelamento de animais, escalada em rocha natural.

REGRAS E CUIDADOS SUBJACENTES À PRÁTICA DE PEDESTRIANISMO

  • Seguir somente pelos trilhos sinalizados;
  • Cuidado com o gado. Embora manso, não gosta da aproximação de estranhos às suas crias;
  • Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local;
  • Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos;
  • Não danificar a flora, nem colher amostras de plantas ou rochas;
  • Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha;
  • Fechar as cancelas e portelos;
  • Respeitar a propriedade privada;
  • Não fazer o lume;
  • Ser afável com os habitantes locais, esclarecendo quanto à actividade em curso e às marcas do percurso;
  • Ir sempre acompanhado e munido de telemóvel;

 

 

BTT

EM QUE CONSISTE?

O BTT (Mountain bike) e engloba todas as actividades praticadas em bicicletas todo-o-terreno ou bicicletas de montanha, que permitem percursos em bicicletas por terrenos que possibilitem o contacto com a natureza, num misto de surpresa e adrenalina.

Como desporto de natureza, o BTT possui duas vertentes essenciais:

  • DOWNHILL – descida de montanha, em terrenos acidentados, requer maior perícia e atinge velocidades bastante elevadas.
  • CROSSCOUNTY – realiza-se em circuitos fechados, criados para o efeito, em terrenos planos e, como tal, permite percorrer maiores distâncias e em percursos mais diversificados.

 MATERIAL USADO NA PRATICA DO BTT

  • Bicicleta afinada (travões e mudanças)
  • Corrente lubrificada
  • Capacete
  • Cantil ou mochila com água
  • Barras energéticas
  • Uma ou duas câmaras-de-ar suplentes
  • Um jogo de chaves para desmontar os pneus e uma pequena bomba de ar
  • Calções de Lycra almofadados, luvas confortáveis, óculos de protecção e ténis
  • Telemóvel
  • Mapas de relevo
  • Documentação turística sobre o passeio
  • Fotografia do grupo

 REGRAS E CUIDADOS PARA A PRATICA DO BTT

  • Beber muita água
  • Circular sempre pelos trilhos existentes
  • Levar um apito, para usar em casos de emergência

  ENTIDADE QUE REGULA A MODALIDADE DE BTT

  • A Federação Portuguesa de Ciclismo regula as actividades de BTT, todavia, a sua prática é livre e independente.
  • A credenciação deve ser solicitada à UNIÃO VELOCIPÉDICA PORTUGUESA – FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO
  • A Fiscalização está a cargo dos Órgãos das autarquias locais, nas respectivas áreas de competência.
  • GNR
  • ICN (caso a actividade se desenvolva em área protegida)

   

  



   |   home